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A Sociedade e a Mobilização contra Violência 4/4

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Os pesquisadores, no caso do Programa Nacional de Prevenção ao Uso de Drogas (“Movimento Viver”), apontam em seus materiais impressos, dos quais transcrevemos, os denominados “(...) Fatores de Proteção e os Fatores de Risco, que respectivamente, dificultam o acesso e a utilização as drogas, e de outro lado, criam um ambiente favorável ao consumo, sendo estes - Fatores Pessoais: Proteção - Autoestima desenvolvida, Risco - Insegurança; Fatores Familiares: Proteção - Pais que acompanham as atividades dos filhos, Risco - Pais muito exigentes; Fatores Escolares: Proteção - Bom desemprenho escolar, Risco - Baixo desempenho escolar; Fatores Sociais: Proteção - Informações adequadas sobre as drogas e seus efeitos, Risco - Colegas Usuários; ainda, outros de Proteção estão relacionados ao bem-estar emocional, o apego à família, a responsabilidade do cuidado dos pais com os filhos, altos níveis de acolhimento familiar, regras consistentes e claras, encorajamento à participação das crianças nas responsabilidades da família, ambiente de sustentação emocional, envolvimento dos pais nas atividades relacionadas à escola, comunidades e escolas organizadas. Esses são fatores que diminuem a possibilidade dos adolescentes e jovens optarem pelo uso de drogas. (...)”.

“(...) Fatores de Risco podem envolver negligência e abuso na família, falta de envolvimento dos pais na vida dos filhos, falta de disciplina, uso de substâncias e aprovação do uso por pais ou irmãos, traços de personalidade, falta de ambientes favoráveis ou vínculos quebrados nas escolas e comunidade, processos biológicos, entre outros. A ciência da prevenção demonstra que os ambientes tornam-se saudáveis e seguros quando se multiplicam os Fatores de Proteção, e, reduzem-se os Fatores de Risco, tornando o ambiente resistente ao uso de drogas. Essa pode ser uma das estratégias que somadas a outras podem prover proteção a crianças (...)”, a estes movimentos somam-se outros vários outros esforços, entre os quais destacamos, “Todos Contra as Drogas”, do Ministério Público de Mato Grosso, a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Uso de Drogas, composta de Senadores da República e Deputados Federais, em Brasília/DF, o movimento conhecido como “Alcóolicos Anônimos”, “Narcóticos Anônimos”, e diversos outros grupos de ajuda a usuários de drogas, lícitas e ilícitas, além do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, mantido pela Polícia Militar nas Escolas, e, ainda, iniciativas como a do Centro de Juventude Cristã, que disponibiliza o “Curso Resgate & Vida”, visando prover capacitação de voluntários para prevenção nas Igrejas no apoio e ajuda na recuperação de dependentes químicos.

É hora de enfocarmos o mercado do consumo de drogas, até porque, segundo estimativas internacionais ele envolve cerca de 246 (duzentos e quarenta e seis) milhões de pessoas no mundo que são usuários de drogas, respondendo a perguntas, tais como: quem são os consumidores?, nível de escolaridade?, de renda?, onde estão?, por que consomem?, por que não param de consumir?, de que ajuda necessitam da sociedade?, como veem as consequências sociais de seu consumo?, e, quem sabe à luz destas e outras respostas possamos nos mobilizar como sociedade contra uma das maiores causas da violência no Brasil, a começar pelos consumidores que efetivamente são um dos fomentadores deste milionário mercado em nosso país, visando campanhas na grande mídia, escolas, igrejas, empresas, governos etc, de ajuda aos dependentes, inclusive através de medidas legislativas que imponham tratamentos médicos compulsórios, e sobretudo, contribua concretamente para a conscientizam deles da responsabilidade como financiadores do mercado das drogas, e por consequência da violência, inclusive com a morte de inocentes, e aí nos precavermos com a adoção de medidas que efetivamente resguardem e/ou resgatem, sobretudo, os adolescentes e jovens, e consequentemente suas respectivas famílias que tem sido vitimas deste flagelo mundial.

Este é sabidamente uma questão de ordem pública, que tem destruído famílias, por isso, existem louváveis iniciativas, especialmente as denominadas Casas de Recuperação de Dependentes em Drogas, sejam públicas ou privadas, e alguns Grupos Religiosos, inclusive, Igrejas, de variadas denominações cristãs, tem se destacado por envolver-se em alguns movimentos sociais em prol da comunidade, em lugares altamente necessitados, tais como a Cracolândia/SP, numa atuação no resgate de vidas das drogas, seja também atuando na prevenção do uso, pelo que, auguramos que estas iniciativas se multipliquem no mote bíblico, \\\"(...) E orai pela paz da Cidade, porque na sua paz vós tereis paz (...)\\\", para somar sua atuação comunitária a outras forças sociais que também visam a \\\"busca por um mundo melhor\\\" para todos os cidadãos de bem, e aí as Igrejas que tem se esforçado na formação de bons crentes, também poderão atuar na formação de bons cidadãos que ajudarão a propagar \\\"(...) boas obras (...)\\\", para que \\\"(...) glorifiquem ao Pai que está nos Céus\\\".



Direito Nosso: Gilberto Garcia é Mestre em Direito, Professor Universitário e Presidente da Comissão Especial de Direito e Liberdade e Religiosa do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros). Autor dos Livros: O Novo Código Civil e as Igrejas e O Direito Nosso de Cada Dia, Editora Vida, e, Novo Direito Associativo, e, Coautor nas Obras Coletivas: Questões Controvertidas - Parte Geral do Código Civil, Editora Método/Grupo GEN, e, Direito e Cristianismo, Editora Betel e, ainda, do DVD - Implicações Tributárias das Igrejas, Editora CPAD. Site: www.direitonosso.com.br
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